Montesclareou: Praça de Esportes Montes Claros

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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Resposta para Márcia Vieira, mensagem 69562 do jornal montesclaros.com



Minha cara Márcia Vieira, o que você chama de engraçado, tenho que dizer que para mim é trágico e lamentável! Plebiscito sim existe e é possível, ainda que te pareça raro e engraçado. Não me conhecendo, portanto você não pode afirmar ser conhecedora dos reais motivos que me fez vir a conhecer outros povos e outras culturas. Apenas para avivar sua memória, Montes Claros é marcada por gente que após afastar-se da cidade e não, nunca, abandoná-la, lutou pela cidade e honrou seu nome mais do que nunca. Darcy Ribeiro é apenas um exemplo.

Você pergunta: Porque não voltam a viver aqui então? E eu te respondo, não vejo a hora! Só não voltei ainda porque eu e minha esposa estamos concluindo alguns cursos. Você afirma que muitas das coisas não podemos perpetuar e que o lugar de guardar é a memória. Mas ai eu te pergunto: para que há bibliotecas? Museus? Para que se tomba um patrimônio histórico? 

Em seu texto, imbuído de preconceito, você quer me colocar na posição de entravador do progresso da cidade. Se tivesse tido ao menos o cuidado de ler outros textos que escrevi neste mural, deveria ter notado que minhas ideias são progressistas e não retrógradas. Sei que nem sempre elas coadunam com o pensamentos de todos, mas aqui é um espaço democrático, onde ideias estão para ser discutidas, você não acha? A sua comparação com a Praça de Esportes e a máquina de escrever foi outro exemplo inapropriado,  inoportuno. 

Seus conceitos de passado, história e memória, se mesclam e se confundem. Sendo assim, devemos então esquecer de nossas mães só porque tivemos nossos filhos? Estudar e preservar o passado, é compreender o presente e se preparar para o futuro. Ou como bem disse Mario Quintana: "O passado não reconhece seu lugar: está sempre presente." Volto a fazer uma pergunta de comparação: por acaso o filho deixa de ter mãe, só porque afastou-se da casa dos país?

E para finalizar, você diz: “Para que tanta discussão em torno de uma decisão que é viável, acertada...” Mas eu pergunto: Viável para quem? Acertada por quem? E você continuou: “... e bem-vinda por grande parte da população?” E eu pergunto, será? Então houve o plebiscito? Se houve, quero dizer aqui que minha família e amigos próximos, residentes em Montes Claros, ficaram de fora e não votaram! Ou será que por serem meus familiares e amigos também foram excomungados da SUA cidade?

domingo, 13 de novembro de 2011

11/11/11


Somos cercados de misticismos e em certas datas somos bombardeados com estórias de "fins-de-mundos" ou eventos apocalípticos. Porém foi precisamente neste místico dia 11/11/11, coincidentemente ou não, que Waldir Senna Batista me possibilitou tomar conhecimento da triste notícia do fim, não do mundo, mas da nossa Praça de Esportes.

E logo em seguida tivemos um lindo e belo exemplo de cidadania vindo de longe, lá do Rio de Janeiro, de nosso amigo e admirador de Montes Claros, José Prates, mais montesclarense do que alguns nascidos aqui nesta terra. E ele começa seu alerta assim: “É Inacreditável porque parece mentira, a notícia de que, governantes montesclarenses num desrespeito à história da cidade, pretendem vender parte da velha Praça de Esportes para custear obras da Prefeitura. A notícia nos veio pela crônica de Waldir Senna, publicada neste Mural.” Confesso que também fiquei perplexo com a notícia!

E em poucas horas após os textos destes dois senhores chegarem à redação do montesclaros.com, chega uma nota de nosso Prefeito Luiz Tadeu Leite, confirmando como verdadeira a trágica notícia do dia 11/11/11. Fiquei muito triste em saber disso. Ali neste espaço, tive momentos agradáveis que ainda vive em minha memória, como os passeios organizados pela E. E. Francisco Sá nos levando para tomar banho nas piscinas. Também foi na Praça de Esportes que tive minhas primeiras aulas de Judô e ali posteriormente disputei vários campeonatos, como os da OLIBAMOC.

Senhor Prefeito, acho louvável que venha a seguir os ditames da sua própria consciência. Espero que possa ter então noites de sono profundas, tranquilas e reparadoras. Porque é somente nestes tranquilos e raros momentos de paz que escutamos melhor a nossa consciência. Espero profundamente que o senhor possa fazer, nos últimos dias que ainda lhe restam de seu mandato, obras dignas para o nosso povo. E caso não consiga, que ao menos lute para conservar as que já estão feitas.

Montes Claros precisa sim de teatros, de campos de futebol, de bibliotecas informatizadas e com boas obras, de acesso gratuito à internet em vários locais públicos da cidade, de áreas verdes para os pais passarem as tardes com seus filhos, de terminal urbano de ônibus e outro terminal rodoviário, de ciclovias onde se permitam andar de bicicleta, de passeios onde os pedestres possam andar tranquilos. E Montes Claros precisa definitivamente de pelo menos outras TRÊS PRAÇAS DE ESPORTES, com espaços superiores e infraestrutura melhorada da que já existe. Talvez o senhor não consiga fazer nada disso de que a nossa cidade precise, mas conservar o que já temos, já está de bom tamanho.

E se realmente houver um plebiscito, onde o povo de nossa cidade seja ouvido sobre estas mudanças, gostaria de dar aqui, antecipadamente, o meu voto. Meu voto é: NÃO!

sábado, 16 de janeiro de 2010

Frases Simples

Os humildes, que nem sempre são iletrados, costumam de forma bem simples cunhar frases que cabem ao entendimento de todos. Então como explicar que pessoas ou um grupo delas se parecam umas com as outras, mesmo sendo externamente diferentes? Daí surgem expressões como: farinha do mesmo saco.

Frase que cabe perfeitamente aos nossos representantes políticos. A farinha está de tal forma mesclada, que fica dificil saber qual é qual. Ao provar da tal farinha, toda ela tem o mesmo gosto. Separadas, poderiam até ter sabores diferentes, mas juntas, viram farinha do mesmo saco. Mas alguém poderia dizer: farinha é tudo igual mesmo ou tem o mesmo sabor. Mas será que tal pessoa já ouviu falar ou já provou da farinha de Morro Alto?

E ai surge outra frase, como que uma complementando a outra: É pelos frutos que se conhece a árvore. Outro belo ditado popular. Mais uma vez, de forma bem simples, humildemente inculcado em todos os seres, este ditado fica de fácil entendimento até para quem nunca frequentou uma sala de aula. Qualquer campesino sabe perfeitamente que uma laranjeira (pé de laranja) só pode dar laranjas e dela não se pode esperar outros tipos de frutos.

Sendo assim, “cada um dá o que tem”. Portanto é quase em vão esperar bons frutos dos nossos atuais representantes. Escolhemos a árvore errada para deleitarmos sob sua sombra. Até que não saibamos escolher uma árvore robusta, frondosa e bem enraizada, só poderemos colher frutos como os que vimos colhendo até agora: frutos insípidos. Praça de Esportes, Urbanizaçao do centro da cidade para o melhoramento do trânsito, Desmatamento da Serra do Sapucaia, Carnaval em locais proibidos por lei e outros tantos frutos que provamos e que ainda iremos provar, como bem retratou Waldyr Senna Batista em sua crônica “bala na agulha” de 08/01/2010 publicada aqui no montesclaros.com.