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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Nosso transporte ideal

Querendo trazer ideias para Montes Claros, ideias que sejam sustentáveis, que abracem o meio ambiente e que sejam acessíveis a todos os níveis de nossa sociedade, convido a todos que assistam a esses vídeos, que demonstram o respeito, o compromisso, por parte do Governo e condutores da Holanda.


  Hora de pico das bicicletas na Holanda - 2011



Estendendo um tapete vermelho para os ciclistas (Holanda)





Rotatória com prioridade para ciclistas na Holanda





Quando os ciclistas são importantes
(Clique em CC e escolha o idioma para tradução em português)


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Transporte do futuro

(Uma resposta para Thaís Dias, uma garotinha de apenas 10 anos que se preocupa com o futuro de sua cidade. Jornal eletrônico montesclaros.com Mensagem: 52194)


Hoje em dia o trânsito é um vilão nas cidades de médio e grande porte, salvo raras exceções. Tudo isso é porque as cidades foram e devem ser planejadas para as pessoas, não para os carros. As ruas do centro de Montes Claros, por exemplo, têm as mesmas larguras de 100 anos atrás quando nelas ainda circulavam, pessoas à cavalo ou em carros de boi. Com o progresso, aumentam-se o número de carros mas não se vão enlarguecendo as ruas. Conclusão, ficamos estressados ao volante.
O carro neste caso, deixa de ser um veículo de transporte e passa a virar uma arma. Pessoas dentro de um carro são capazes de mostrar um comportamento completamente agressivo, ficam mais valentes ou mais covardes. Assim como àqueles com arma em punho. Dentro de um carro, somos capazes de matar ou morrer.
Soluções encontradas nas metrópoles “evoluídas” foram: fechar ruas para os pedestres, favorecendo assim mais ao comércio local; criar ciclovias, que em muitos casos são restringir ou até mesmo proibir a circulação de outros veículos motorizados; aumentar e melhorar o transporte público e investir na reeducação dos motoristas. Precisamente nesta ordem.
Portanto, aquele ou aquela que compra uma bicicleta, está comprando um veículo do futuro. Economizando assim muito dinheiro, com gasolina, estacionamento, IPVA, peças de manutenção, mecânico, etc. Além de estar contribuindo para o futuro do nosso planeta, não poluindo, acaba contribuindo também para a sua própria saúde física e porque não dizer também para a sua saúde mental, por que não haverá mais o estresse de dirigir ou pilotar.
E para finalizar gostaria de comentar duas coisas: a primeira é que no Japão educação viária começa aos 4 anos de idade. E lembro-me de um fato que repetia constantemente e que sempre me marcou, foi ao ver as crianças japoneses querendo atravessar uma avenida movimentada, ela estende o braço com a mão para o alto, ai de repente todos os carros de ambos sentidos param, ela atravessa a rua e ao chegar ao outro lado, abaixa a mão e se curva, fazendo a reverência japonesa de agradecimento. E a segunda é que o autor desta crônica, hoje trabalha como “pushbiker courier” ou seja, faz entregas pedalando uma bicicleta e percorre todos os dias da semana aproximadamente 70km pelas ruas de Londres e a minha saúde agradece. Pense nisso Thaís.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

RUAS VERDES

Verde é a palavra da moda na Europa. Especificamente aqui na Inglaterra, onde dizemos "Green" na língua de Shakespeare. Verde nos dá um sentido de limpo, puro, organizado, orgânico, ecológico. Verde vende. E uma prova disso é a McDonald's, que começou a mudar os layouts de suas lojas, aqui na Inglaterra, para a cor verde introduzindo também no cardápio algumas mudanças como, por exemplo, mais saladas, frutas e sucos naturais.
Nessa “onda verde”, algumas ruas de Londres estão sendo pintadas nesta cor para sinalizar suas ciclovias. Isso mesmo, uma parte do asfalto que era negro ganha agora uma camada de cor verde com símbolos de bicicletas indicando que ali é uma ciclovia destinada a veículos de duas rodas não motorizados. Ou seja, a moto nesse espaço não tem vez!
E quem ganha com isso? A população é claro. Mais bicicletas implica em menos carros nas ruas, que induz consumir menos combustíveis fósseis e, portanto, nos presenteando com um ar menos poluído. Ou seja, mais bicicletas quer dizer também que há mais gente praticando exercícios e menos gente nos hospitais por causa de problemas cardiovasculares.
O próprio autor destas linhas não só optou por este tipo de transporte para o seu dia a dia, como também foi trabalhar numa empresa que faz entregas e que usa a bicicleta como meio de transporte; aqui conhecido como "pushbiker courier". Agora, para ser ter "ruas verdes", é preciso ter planejamento e uma boa educação. Mais ciclovias em cidades não planejadas implica em menos espaços para carros ou para pedestres. Implica também em designar áreas para o estacionamentos das bicicletas. Então o que poderemos esperar de cidades, como Montes Claros, onde carros estacionam em passeios destinados a pedestres? Será que estaremos preparados para respeitar as ciclovias, ou melhor dizendo, as pessoas que decidiram usar este meio de transporte não poluente?
Penso que antes de qualquer planejamento, o mais importante seria focarmos na boa educação. Um pedestre tem que saber que deve atravessar a rua sobre a faixa devidamente designada para tal e os condutores dos veículos tem que saber que devem respeitar o pedestre que atravessa essa faixa. Me veio agora à memória fatos que observei no Japão, onde a educação no trânsito começava a ser ensinada no jardim de infância e lembro-me do quanto ficava admirado ao ver criancinhas de aproximadamente 5 anos de idade indo para a escola sozinhas. Essas crianças quando queriam atravessar uma rua ou avenida, mesmo que não tivesse semáforos ou faixa de pedestres, elas podiam erguer o braço ou levantar uma bandeirinha que os carros simplesmente paravam. E após os carros pararem, elas atravessavam a rua permanecendo com a mão ou com a bandeira estendida para o alto até o outro lado e chegando lá paravam para agradecer os carros que haviam lhe cedido a preferência. Elas curvavam-se para frente no tradicional gesto de agradecimento dos japoneses e diziam arigatoo. Portanto, sejamos educados e nos respeitemos mutuamente. E já que é uma tendencia mundial que bicicletas se tornem cada vez mais o meio de transporte preferido das cidades que sofrem problemas de congestionamentos, criemos então mais "ruas verdes" e eduquemos nossos pedestres, ciclistas e condutores para um transito mais harmonioso e pacífico.