Montesclareou: Prefeito Ruy Muniz

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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Está passando da hora de Montes Claros ter a sua primeira rua asfaltada


A primeira vez que tive contato com o asfalto foi no Japão, que foi o primeiro país que migrei. E como diz o ditado popular“a primeira vez a gente nunca esquece”, posso testificar que para mim esta primeira experiência, com o asfalto, foi algo inolvidável, que não sai da minha memória. Lembro como se fosse hoje, as viagens que fazia entre Fujiyoshida e Tokyo, onde as faixas pintadas na via expressa, que liga estas duas cidades, a Chuo Expressway, pareciam refletores pintados no chão, quando eram iluminadas pelos faróis dos carros. Dentro da cidade de Fujiyoshida, que é uma cidade relativamente pequena, com cerca de 50.000 habitantes, as ruas pareciam verdadeiros tapetes. Mas não esses tapetes comuns, pareciam tapetes persas.

Agora deixando de lado as minhas doces memórias e encarando a triste e vergonhosa realidade da cidade de Montes Claros, me deparo com a caótica situação de nossas ruas: o piche que cobria o cascalho, primeiramente se dilatou com o calor para depois se dissolver com as chuvas. O piche esvaiu-se e sobraram crateras. Quem anda pelas ruas de Montes Claros parece andar por solo lunar. Dizem que a prova Rali Dakar é a mais dura prova do automobilismo todo terreno (off road). Era, já não é a prova mais dura prova. Para os viciados em adrenalina e amantes das sensações perigosas, não há aventura mais perigosa que a de trafegar na BR 251 no trecho que liga Montes Claros a BR 116. Rali Paris-Dakar é para os fracos. Quero ver é sobreviver na BR 251 ou ver se os carros resistem às crateras montes-clarinas.

Alô Cofap, Nakata, Monroe e demais fabricantes de amortecedores, Montes Claros está precisando de uma fábrica aqui. Para vocês, fabricantes de amortecedores, também será interessante e bastante lucrativo, já que não precisariam mais dispender dinheiro na aquisição daquelas máquinas que testam os amortecedores e boa parte das vendas já estaria garantida apenas com o comércio local. Pensem nisso.

Hoje em dia se ouve muito falar no direito de ir e vir, sem ser molestado. Mas em Montes Claros esse direito não se aplica amplamente, pois somos constantemente molestados, independentemente se andamos a pé, de bicicleta ou de carro. Muitos dos montes-clarenses que querem exercer o seu direito de ir e vir, jamais chegam ao seu destino e dos que chegam, outros tantos jamais retornam sãos e salvos. E as nossas ruas e estradas contribuem significativamente para aumentar as estatísticas de vidas que são ceifadas a diário.

Penso que já passou da hora de Montes Claros ter a sua primeira rua asfaltada. O asfalto a que me refiro aqui não deve ser confundido com a película fina de piche que se derrama sobre as nossas ruas de cascalho ou de calçamento de pedras. A pavimentação de uma rua geralmente tem várias camadas até receber a última camada asfáltica. O dia em que Montes Claros tiver a sua primeira rua asfaltada, penso que deveria ser decretado feriado municipal neste dia e também erguer uma estátua com o busto do prefeito que ousou sair do comodismo, que vem acometendo os nossos últimos chefes administrativos, para imortalizá-lo perante as próximas gerações.

A situação das ruas de Montes Claros está tão caótica, que um simples asfalto é motivo de comemoração. Mas isso é porque o nosso povo não é devidamente esclarecido. Se fosse, não precisaríamos celebrar o básico e o óbvio. Não teríamos chegado a atual situação. Sim, se a nossa população fosse devidamente esclarecida, nossos últimos prefeitos estariam por detrás das grades ou respondendo por inúmeros processos por participação direta e indireta nas mortes que ocorrem nas nossas ruas.

O pai que deixa o filho menor brincar com arma de fogo é o verdadeiro responsável pelos riscos que possam surgir. A mãe descuidada que deixa a filha brincar na cozinha com as panelas no fogo, é a responsável pelos acidentes que venham ocorrer. O dono de uma construtora é corresponsável por todo acidente que venha a ocorrer em suas obras. Da mesma forma, todo prefeito é corresponsável pelos acidentes e mortes ocasionados devido a má conservação das ruas das cidades que administra.

Quando os condutores de veículos tomarem conhecimento de que devem processar a prefeitura pela má conservação das ruas e a prefeitura quando tomar ciência de que pagar para trocar pneus, amortecedores, fazer balanceamentos em carros e indenizar as vítimas dos acidentes, sai bem mais caro, ai sim teremos investimentos em máquinas para fazer asfalto.

E outra coisa, depois que colocarmos uns dois ou três prefeitos na cadeia, seja por improbidade administrativa ou pela participação nos acidentes ou assassinatos nas nossas ruas, os próximos prefeitos que tiverem coragem e ombridade para se candidatarem, com certeza serão mais cautelosos, precavidos e mais responsáveis com o povo que ele representa. O bom é que estamos caminhando para esse nível de esclarecimento, ainda que em passos lentos. Mas o mais importante é saber que o primeiro passo já foi dado, basta observar os movimentos nas redes sociais e a manifestação popular como a do grupo Ocupa a Câmera de Montes Claros.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Ruas Esburacadas

A falta de respeito com o contribuinte da cidade de Montes Claros pode ser notado, sentido, observado em cada esquina, em cada rua. Como neste exemplo da Rua São Sebastião:


quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Crise na saúde pública de Montes Claros. A população é quem deverá ganhar essa guerra.


Venho ultimamente acompanhando certas notícias de Montes Claros através do grupo Ocupa a Câmera – Montes Claros, no Facebook, e pelo que venho observando parece que se estabeleceu uma espécie de guerra na saúde, envolvendo os hospitais de Montes Claros e a Prefeitura. O pior de tudo neste tipo de guerra, é que é o povo quem mais sofre, as vezes pagando com a própria vida, já que muitos não podem nem sequer pagar uma consulta ou tratamento particular.

Um outro participante deste grupo e que é também vereador de Montes Claros, Eduardo Madureira, publicou o link de um vídeo sobre a rejeição do pedido de investigação de improbidade administrativa que investigaria o prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz. Eduardo Madureira chegou a fazer a seguinte pergunta: “Porque a maioria dos vereadores não querem a investigação, prestando um desserviço à população montesclarense?” Acreditamos que seria interessante que maiores esclarecimentos fossem dados à população de Montes Claros.

Mas algumas coisas me chamaram a atenção em relação ao vídeo. Estaria o prefeito, Ruy Muniz, totalmente equivocado? Pergunto: estaria ele agindo fora da lei? Se ele tem respaldo na lei para fazer o que vem fazendo então deveríamos passar a olhar pelo o outro foco da nossa “lente de observação”. Vou tentar fazer isso agora, mas primeiramente vou limpar os dois lados da minha lente da imparcialidade, a fim de tentar poder enxergar as coisas de forma mais clara e melhor.

Não é de hoje que têm havido denúncias contra as indústrias farmacêuticas, mas recentemente várias destas denúncias têm conseguido ganhar maior destaque ao redor do mundo. Uma das pessoas que vem fazendo denúncias contra a má ciência, os maus médicos, a má saúde pública e os esquemas bilionários que envolvem as indústrias farmacêuticas é o escritor e psiquiatra britânico Ben Goldacre. Ele é autor do livro “Bad Science”, que em português do Brasil foi traduzido para “Ciência Picareta”. Foi ele também o autor da palestra “O que os médicos não sabem sobre as drogas que prescrevem” realizada pela TEDMED. Este vídeo, traduzido em português, estará no final deste artigo.

Portanto, se na indústria farmacêutica as pesquisas realizadas têm como critério o lucro e não a saúde, será que não é hora de perguntarmos se o poder desta indústria não estaria também infestando os hospitais de Montes Claros, comprando e corrompendo médicos e diretores de hospitais, e assim contribuindo para agravar ainda mais a já precária saúde do povo norte mineiro?

Penso que a população deve ficar também atenta para este fato que acabo de relatar. Se a saúde está precária para o povo, pode ser sim que recursos estejam sendo desviados por esquemas envolvendo nossos políticos. O que não seria nenhuma novidade. Mas também pode ser que o mau serviço se dê também por parte de esquemas de suborno que certos médicos e diretores de hospitais estejam se submetendo. A saúde, ou melhor a falta dela, já virou um negócio muito lucrativo. E é preciso que acabemos com esta praga que nos tem ceifado muitas vidas.

As investigações devem continuar pelo bem da população. Nesta altura do campeonato o que não pode haver é um abafamento do caso, como geralmente costuma acontecer quando se mexe muito na carniça e o cheiro costuma “apestar” longe, que no bom português significa feder além da conta. Caso a saúde para a população mais carente não melhorar e também não for falado mais nessa polêmica, então é porque provavelmente existe ai um forte indício de que houve algum tipo de acordo de camaradagem, e que é, claro, um acordo desleal para a população.

No final do vídeo, indicado por Eduardo Madureira, a apresentadora do jornal disse que “segundo a assessoria da Prefeitura, os recursos não estariam sendo repassados porque os hospitais não estão cumprindo os contratos com o município” e no entanto, quando a equipe da mesma reportagem procurou o responsável da Santa Casa para falar sobre o caso, a assessoria do hospital disse que “o responsável não se encontrava na cidade para comentar sobre o assunto”.

Seria bom que a saúde pudesse voltar a reinar de forma soberana nos hospitais e nos postos de saúde de Montes Claros, nem que para isso fosse preciso ser expulsos prefeitos, vereadores, deputados, enfermeiros, farmacêuticos, médicos, diretores de hospitais e o pessoal, também sem escrúpulo algum, das indústrias farmacêuticas. A ferida foi aberta e apenas estou colocando um dedo nela. Espero que a população continue revirando esse assunto, para que o vento possa espalhar o mal cheiro e somente assim é que poderemos localizar e enterrar de vez essa “carniça” que está incomodando e matando o povo de bem e a população mais carente de Montes Claros.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Montes Claros, uma cidade castigada

São vários os fatores que castigam os moradores de Montes Claros, tirando-lhes, na maioria das vezes, a paz necessária para um viver mais saudável, mais harmônico. Dentre estes fatores, podemos destacar a falta de segurança; o descaso com a saúde pública; a poluição de tudo quanto é tipo, sonora, visual, de seus rios, etc; a epidemia de dengue e dos assassinatos; os abalos sísmicos; a falta de água, nos reservatórios e também, as vezes, nas casas; os apagões elétricos; a estiagem provocada pela seca e agora, as inundações. A lista continua, mas vamos ficar por aqui, que é para economizar espaço e não cansar o leitor com tanta coisa ruim de uma vez só.

 Mas a verdade é que o que já está ruim, ainda pode piorar. Assim como os terremotos, as mudanças climáticas também são difíceis de se prever e de saber onde, quando e como será os seus efeitos. O que podemos perceber, é que desde 2010, fortes chuvas, causadoras de inundações, vêm ocorrendo com maior frequência. E não temos garantia alguma de que no próximo ano não será a mesma coisa ou, inclusive, pior do que a que ocorreu recentemente. Pode-se prever o tempo, mas não tem como prever o clima, nem seus efeitos. 

No dia 20/03/2010 escrevemos aqui no montesclaros.com (bit.ly/Apagoes), um artigo que teve o título, Apagar os Apagões, e dissemos, “O problema é que cada vez mais será comum essa escassez de energia elétrica”. É o que estamos confirmando e que pode inclusive comprometer os jogos da Copa de 2014. O Governo Federal já demonstrou estar preocupado com essa situação, porém as medidas que serão tomadas para contornar o problema, demonstram ser paliativas, ou seja, irão tentar fazer uma espécie de “maquiagem” para encobrir as imperfeições que está estampada na cara (à vista de todos os brasileiros). Serão medidas de pó de arroz, que só disfarça. O problema tem solução, mas é preciso décadas investindo em educação, em fontes de energia limpa e na conservação e recuperação da nossa biodiversidade.

Acreditamos que o problema dos baixos índices de água dos reservatórios de todo o país, assim como a seca que assola boa parte do Brasil, do qual Montes Claros faz parte e, também, as fortes chuvas que causaram grandes estragos à população montes-clarense, tem como fator comum a falta de árvores. São elas, as árvores, as principais responsáveis para manter a biodiversidade. As árvores de uma cidade, são responsáveis para manter e estabilizar o clima, não somente daquela cidade, mas também de cidades vizinhas e outras nem tão vizinhas assim. Portanto, acreditamos que com apenas uma arborização adequada, tanto no perímetro urbano e também no perímetro rural, poderíamos resolver vários problemas de uma vez só.

Com uma arborização adequada e planejada, ou seja, com um reflorestamento diversificado, o clima dentro da cidade passa a ficar mais ameno , proporcionando um ar mais puro. Para se plantar árvores, é preciso ter terra, já que não se planta árvore em cimento, nem em asfalto e, com isso, evitaremos essa super cimentação que vêm ocorrendo nas grandes cidades. Outro fator importante que podemos destacar, é que com um maior número de árvores, as raízes destas, ajudarão na permeabilização dos solos. Sem contar que com uma melhor climatização, proporcionada pelas árvores, provavelmente as chuvas seriam mais frequentes e moderadas, evitando assim, os longos períodos de estiagem e, também, as chuvas torrenciais. Há vários estudos sobre este tema e tudo indica ser, o reflorestamento, o melhor caminho a ser trilhado, além de ser mais econômico também.

Sempre acreditei no ditado popular que diz que, “prevenir é melhor que remediar”. Então, como não prevenimos no passado, agora não nos resta outra alternativa a não ser remediar. E esse remédio vai custar caro, para os nossos bolsos, a fim de tentar consertar o estrago. Isso sem contar a perda de vidas humanas, que não tem preço e que remédio algum pode trazer de volta. A população precisa acordar para poder agir. Com pequenas ações, podemos fazer grandes transformações. Devemos tentar conscientizar toda a população. Aqueles que já tiverem a consciência do que deve ser feito, devem chamar a responsabilidade para si. Não reclamando, mas agindo. E não ficar apenas cobrando dos demais. É preciso mudar a nós mesmos primeiro. Ao mudarem, com exemplos e não somente com palavras, os demais notarão esta mudança, e acabarão sendo inspirados por suas atitudes, passando a copiar seus exemplos. Somente assim conseguiremos mudar uma população inteira. É preciso confiar e trabalhar duro. O montes-clarense é um povo de luta e não se deixa vencer facilmente e é justamente isso, o que transforma esse povo, muitas vezes pacato, em verdadeiros guerreiros.

Que a prefeitura e toda a população, possam se unir nessa luta e se cada um plantasse apenas uma árvore por ano, durante os próximos cinco anos, dentro de mais alguns anos teremos a nossa Montes Claros, como a cidade mais arborizada do mundo. Temos bons ambientalistas na cidade e devemos apoiar o trabalho deles, gente como o incansável, Eduardo Gomes, através do Instituto Grande Sertão (bit.ly/IGSertao) e Soter Magno, através do SOS Sapucaia (bit.ly/SOSSap). Cito esses dois, porque acompanho os trabalhos deles desde aqui da Inglaterra, mas sei que deve haver muito mais gente querendo mostrar seu carinho e amor pela cidade. Pois então, a hora é agora!