Montesclareou

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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Nosso transporte ideal

Querendo trazer ideias para Montes Claros, ideias que sejam sustentáveis, que abracem o meio ambiente e que sejam acessíveis a todos os níveis de nossa sociedade, convido a todos que assistam a esses vídeos, que demonstram o respeito, o compromisso, por parte do Governo e condutores da Holanda.


  Hora de pico das bicicletas na Holanda - 2011



Estendendo um tapete vermelho para os ciclistas (Holanda)





Rotatória com prioridade para ciclistas na Holanda





Quando os ciclistas são importantes
(Clique em CC e escolha o idioma para tradução em português)


sexta-feira, 1 de julho de 2011

O Fascínio das Serras

A serra sempre nos causou um certo fascínio. No passado e ainda nos dias atuais, sobe-se no lugar mais alto de um monte e lá coloca-se uma cruz, talvez para pedir proteção, por estar mais próximo do céu, talvez para afastar visitantes maus intencionados, que de longe avistam uma comunidade cristã. Reis também costumavam construir seus castelos em cima dos montes. Tibetanos dão aos seus montes, nomes de deuses.

Para nós os montes são claros. Vivemos cercado deles e a este conjunto damos o nome de serra. Blocos de pedras que se erguem no meio das planícies. Quanta exuberância! E quanta coisa ainda por descobrir. Também tenho fascínio pelas montanhas e em partes devo isso à Eduardo Gomes, que me ensinou ver a beleza completa de nossas serras, a beleza exterior (no montanhismo, escalando os paredões de rocha) e também a beleza interior (na espeleologia, descobrindo estalactites e estalagmites). E no final de cada passeio, gritávamos sempre: MONTANHA! Depois fui aventurando-me pelo Vale do Peruaçú próximo a Januária, Chapada de Diamantina na Bahia, Monte Fuji no Japão ou Machu Picchu no Peru.

Somado-se a isso que já foi dito, resta ainda dizer que são as montanhas as gestoras dos mais importantes rios do mundo. As águas, dos mais importantes rios do mundo escolheram as montanhas para ali nascerem. E são seus cursos de águas, geradores de beleza e riqueza, capazes de abrigar as mais diversas espécies. Já pensou o que seria do maior rio do mundo, que é o amazonas, sem as Cordilheiras dos Andes? Ou o rio São Francisco sem a Serra da Canastra? O que seria a vida de milhões de pessoas e de outras especies de animais e vegetais?

Esperem lá, depois de tudo o que foi dito sobre a Serra, se fosse eu corrompido por interesses pessoais, diria que tive um surto de memória, e que iria voltar atrás. Daria um discurso mais ou menos assim: é claro que nossa Serra do Mel é uma doçura. E quantos nela não querem se lambu$ar? Montes Claros, uma terra castigada pelo sol e com pouca área verde em sua zona urbana, parece que o jeito mesmo vai ser urbani$ar a serra. E isso terá que ser feito da melhor forma possível, que é desapropriando um parque público e criando áreas particulares. Assim atrairemos investidores de fora, porque lá fora é que esta o dinheiro. E se vierem os ambientalistas dizendo que na Serra há várias espécies de pássaros que precisam ser protegidos, diremos que aquilo lá são insetos, que são mosquitos da dengue. E se afirmarem que lá há nascentes de rios, diremos que aquilo não passa de um charco. E se esses ambientalistas vierem com frases de que devemos proteger a Serra, perguntaremos, que Serra? Pois aquilo não passa de um acidente geográfico.

Aposto que a população de Montes Claros conhece pessoas com discursos melhores, não é mesmo?

terça-feira, 21 de junho de 2011

Ação da policia contra a poluição sonora

Quero felicitar a Polícia Militar (mensagem 68005 do montesclaros.com) pela ação tomada contra o crime ambiental de poluição sonora. Esperamos que atitudes como esta se repitam constantemente, até os criminosos perceberem que barulho (crime ambiental) em Montes Claros é coisa do passado. Poderemos até perder várias batalhas, mas não a guerra, e essa guerra deverá ser vencida pela população montesclarense, para o bem geral de todos. Continuem assim, parabéns!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Serra do Mel: a nova Ordos da China?!

Se estivesse que escolher a palavra da semana do jornal montesclaros.com, com certeza seria: sustentabilidade. Palavra da moda hoje em dia, mas que infelizmente poucos sabem o que é ser sustentável. Então recorrendo-me à grande enciclopédia online (Wikipédia) encontramos o seguinte: O princípio da sustentabilidade aplica-se a um único empreendimento, a uma pequena comunidade (a exemplo das ecovilas), até o planeta inteiro. Para que um empreendimento humano seja considerado sustentável, é preciso que seja: ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente diverso.

Portanto, falhando em um ou mais aspectos citados acima, qualquer empreendimento deixaria de ser sustentável. E é o que parece ser o caso da Serra do Mel. Na verdade, pessoalmente falando, tenho dúvidas se preencheria algum dos quatro itens acima, no que se trata desta específica localização. Caberá a população decidir, como decidiu anteriormente contra a construção de um gigantesco templo evangélico. Mas felizmente para a população e infelizmente para alguns interesses próprios e políticos, temos pessoas de grande envergadura moral como é o caso de Waldyr Senna, Luiz Ortiga, Ruth Tupinambá e o recente comentarista Paulo Ribeiro, da Fundação Darcy Ribeiro. Isso só para citar alguns.

Mas e se aqueles interesses, contrários aos interesses da população, saírem vencedores? Uma derrota para a população! Um descaso com as gerações futuras! Deixaremos às próximas gerações uma conta alta a ser paga. O problema é que nem todos os empresários ainda não se deram conta da transformação que vem ocorrendo com estas novas gerações, que graças à internet são bem informadas e se mobilizam com maior facilidade. E é justamente esta nova geração, talvez os possíveis consumidores destes novos projetos. Possíveis consumidores ou não, como vêm ocorrendo na cidade “fantasma” de Ordos, China.

Ordos foi uma cidade projetada para ser ocupada por um milhão de pessoas. Está praticamente toda construída, tem várias infraestruturas. Mas falta o principal, pessoas para viverem lá. Ninguém quer morar nesta cidade. O que faz de Ordos a maior cidade fantasma do futuro. Será que queremos o mesmo para a nossa Serra do Mel e Serra da Sapucaia? Já pensou se o fenômeno se repete aqui? Se China tem uma cidade fantasma, porque o Brasil não poderia ter também o seu bairro ou cidade fantasma? Não fazemos parte do Bric? E porque não em Montes Claros? Assim já iríamos ganhando mais projeção para o cenário da copa do mundo.

                                 MICHAEL CHRISTOPHER BROWN FOR TIME
                                 MICHAEL CHRISTOPHER BROWN FOR TIME
                                           MICHAEL CHRISTOPHER BROWN FOR TIME

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Assassinatos: uma epidemia em Montes Claros.

 Nos últimos tempos temos observado um número crescente da violência em Montes Claros. Parece que a situação perdeu o controle por parte de nossas autoridades. Basta olharmos os números para termos uma noção exata do problema. Montes Claros deveria fechar o ano de 2011 com um total de no máximo 37 homicídios. Esta conta se baseia nas informações que a Organização Mundial de Saúde (OMS) estipula como um índice tolerável, ou seja, um número de no máximo 10 homicídios para cada 100.000 habitantes. Para o nosso orgulho e dos que nos representam, este número deveria ser bem inferior ao estipulado pela OMS.

Sabemos que no último senso do IBGE de 2010, Montes Claros contava com quase 362.000 habitantes. Daí resultando o número acima de que até 37 homicídios seria um número preocupante, porém sem ser considerado ainda como uma epidemia. Montes Claros na metade deste ano, já conta com aproximadamente 50 assassinatos (levando-se em conta as vitimas baleadas que vieram a falecer posteriormente). Ou seja, estamos no meio de uma epidemia sem controle.

Além de toda dor e sofrimento causado aos familiares das vítimas, elas ainda terão que conviver continuamente com a sensação de impunidade, sabendo que quem vitimou um parente seu, está livre e que com certeza fará outras novas vítimas, ou no mesmo dia ou em semanas seguintes. Como aconteceu recentemente no bairro Esplanada, onde tivemos 03 assassinatos em menos de 24h. E as respostas que tivemos foram mais ou menos assim, ainda que implicitamente: “Concordamos com estes assassinatos, porque a maioria das vítimas tinham passagens pela policia.” Não seria esta uma forma estúpida de pensar e de dar conforto aos familiares das vitimas? Não seria melhor dizer: “Não iremos tranquilizarmos enquanto não vermos os assassinos por detrás das grades!”

Aqui em Londres, com uma população aproximada de 8 milhões de habitantes, teve 125 assassinatos no ano de 2010, a maioria com armas brancas. Deste número de assassinatos, apenas 2 (DOIS) casos não foram ainda resolvidos pela policia daqui. As investigações continuam e esperamos que estes casos fiquem logo resolvidos, dando um maior conforto para os parentes das vitimas, já que não se podendo trazer a vida de volta, ao menos podem contar com a certeza de que aqui a justiça é feita.

Se Montes Claros fosse do tamanho de Londres, ou seja, tivesse aproximadamente 8 milhões de habitantes, já teríamos então 1.105 pessoas assassinadas só na metade deste ano e fecharíamos o ano com mais de 2.200 assassinatos, contra os 125 ocorridos aqui em Londres. Por outro lado, se fossemos capaz de executar as mesmas ações no combate e na prevenção de crimes, como as que ocorrem aqui, teríamos então até o momento menos de 6 assassinatos. Poderíamos então chegar ao fim do ano com um número máximo de 12 assassinatos e com a certeza de ver todos os criminosos presos. Na verdade esse numero de 12 assassinatos por ano ainda seria bem menor, haja visto que muitos destes homicidas cometem mais de um crime.

Será que a vida de um londrino vale mais que a de um montes-clarense? Autoridades, acho que já passou da hora de acordar. O povo clama por auxílio e justiça. Mostrem competência e demostrem que vocês também sabem fazer um bom trabalho. Vamos sair do conforto de nossas cadeiras e escritórios e vamos nos mexer! Reparem nos números, eles falam por si.  

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Distúrbio Mental

Nesta semana, dois títulos similares foram estampadas em vários jornais impressos e eletrônicos e vou transcrever aqui: “Aluno que teria matado professor em BH é inimputável, diz promotor” e “Assassino confesso de Glauco é considerado inimputável”. E inimputável é todo ser ou coisa que não pode ser responsabilizado. Em ambos os casos, tanto o assassino do professor, quanto o assassino confesso de Glauco, demostraram ter algum distúrbio ou doença mental.

Curiosamente, enquanto me preparava para escrever este artigo, li aqui no montesclaros.com um texto, um desabafo e ao mesmo tempo um pedido de auxilio de uma pessoa que se diz preocupada com o irmão que tem transtorno psiquiátrico. Pelo nome assinado, parece se tratar da primeira-dama de Montes Claros (mensagem 67619). Não sei se esse fato é realmente verídico e se foi escrito por ela mesmo. Caso seja, gostaria aqui de parabenizá-la pela atitude honrada e corajosa.

Mas o que fazer nestes casos? Como agir quando temos um parente ou somos nós mesmo que nos vemos nesta situação? De um lado temos a ciência materialista, que esmiúça a matéria em busca da psique (da alma, do espirito, da origem da vida) e de outro lado temos uma infinidade de charlatões, a se autopromoverem, a buscar seus sustentos mediante o sofrimento alheio. O que poucos conhecem é a ciência espiritualista.

E neste caso quem são as vítimas? O familiar que teve um parente morto pela pessoa com transtornos mentais? Ou a mãe ou o pai que vê seu filho indo parar numa cadeia ou até mesmo num manicômio psiquiátrico? E quem é o culpado? O que tem o transtorno e não soube se cuidar? A sua família? O profissional que não soube dar um tratamento adequado? Ou o governo? São dúvidas que já se arrastam por longas datas.

Que bom seria se os nossos profissionais da saúde, principalmente os que tratam dos transtornos nervosos, pudessem enxergar além da matéria organizada. Como bem intentou Luiz de Mattos (codificador do Racionalismo Cristão) em esclarecer no início do seculo XX o Dr. Austregésilo, psiquiatra e neurologista, autor da obra “A Cura dos Nervosos” e do qual suas elucidações propostas por este mestre da espiritualidade científica resultou no livro “Pela Verdade – A Ação do Espirito Sobre a Matéria”, livro este que se encontra disponível online, gratuitamente.

Muitas famílias em todo o mundo, sofrem por ter no meio deles alguém com algum transtorno psíquico. E não há distinções entre estas famílias. Porém a forma como encaram o problema pode fazer muita diferença no tratamento e também na obtenção da cura. Repetirei mais uma vez esta última parte de minha frase, para não parecer um equivoco: também na obtenção da cura.

E para finalizar gostaria de deixar uma frase, não só para os que sofrem ou tem alguém que sofre de distúrbio mental, mas também para nossos psicólogos, psiquiatras e profissionais da saúde que lidam com estes pacientes, esta frase é atribuída a Jesus e diz: “busque e encontraras”.