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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Abalos sísmicos voltam a assustar população de Montes Claros

Jornais da imprensa nacional, como a folha de São Paulo, chegou a divulgar que o abalo foi sentido em ao menos 17 bairros da cidade. Mas de acordo com o foi relatado no site montesclaros.com, esse numero é bem maior. Como parece ter sido sentido nos quatros cantos da cidade, podemos facilmente concluir que não foram apenas 17 bairros, mas provavelmente tenha sido sentido nos 160 bairros que compõem a cidade. Além das poucas informações passadas à população, alguns moradores ainda se queixaram de que o site do Observatório Sismológico da UnB (Obsis) estava fora do ar no momento do abalo, o que seria motivo de mais angústia para a população.

 Para quem não quiser ficar dependo apenas do Obsis, consultas podem ser realizadas no site do Painel Global (http://www.painelglobal.org/), que é um site de monitoramento em tempo real de eventos que ocorrem na terra, tais como terremotos, atividades vulcânicas, maremotos, ventos, entre outros. De acordo com este mesmo site, atividades sísmicas de maiores intensidades foram registradas, nas últimas 48 horas, em Papua Nova Guiné, que fica próximo a placa do Pacífico e também em Porto Rico e na região das Ilhas Virgens, estes últimos situados na placa do Caribe. No Brasil, em horário próximo ao último tremor ocorrido em Montes Claros, também foi registrado tremores na cidade de Pedra Preta, RN. Mas diferentemente do que ocorre com a população de Montes Claros, a população da cidade de Pedra Preta, pode contar com informações precisas e atuais sobre os registros de seus abalos sísmicos, que são monitorados pelo Laboratório Sismológico da UFRN (LabSis/UFRN). Eles também foram informados de que sua cidade se encontra sobre uma falha geológica denominada Falha de Cabeço Preto. Enquanto que em Montes Claros, a população “anda a ver urubus”, já que não se pode ver navios. A impressão que fica, é a de que o estado do Nordeste vem empregando melhor os recursos financeiros em pesquisas nesta área, como pode ser observado no blog Sismos do Nordeste (http://sismosne.blogspot.com.br/).

 Por enquanto, parece que as melhores previsões sobre terremotos estejam nos sentidos dos nossos animais de estimação, como cachorros e gatos. Este fenômeno natural, que não ocorre somente com animais de estimação mas também com humanos, foi bem observado por Maria Aparecida Alves (comentário 72939) ao constatar que seu cachorrinho começou a latir momentos antes do tremor. Há vários relatos similares a estes na internet, inclusive alguns detectados em vídeo (como este aqui: http://goo.gl/o66SE), onde certos animais chegam a prever tremores entre 10 a 20 segundos de antecipação. Pode parecer insignificante tal previsão, mas esse tempo seria o suficiente para salvar milhares de vidas, como o terremoto que devastou o Perú em 31 de Maio de 1970, causando mais de 100.000 mortos, já que a maioria das vitimas foram encontradas dentro de suas próprias residencias. A grande maioria das casas eram construções de adobe. 

 Já que os fenômenos vem se apresentando de forma bastante frequente na cidade de Montes Claros, talvez seja hora de, quem sabe, criar uma comissão de pessoas (técnicos, engenheiros) com conhecimento específico no assunto, para fornecerem maiores esclarecimentos à população. Podendo, inclusive, estudar novas  medidas sobre as construções de casas e, principalmente, de edifícios. Acreditamos que qualquer esforço em prestar esclarecimentos de forma concreta e real, será de uma grande ajuda para o povo montes-clarense e das regiões vizinhas.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Tremendo pelos tremores


De acordo com o anúncio feito pela Unimontes, foi oficializada a aquisição dos equipamentos para a estacão sismográfica que será instalada pela própria Universidade na cidade de Montes Claros e que beneficiará não só esta cidade, mas também outras cidades do Norte de Minas. Sem sombra de dúvidas será um grande passo para o avanço tecnológico da nossa região e, quem sabe não poderá trazer respostas “concretas” para os constantes tremores que vem ocorrendo ultimamente?

Vale lembrar que o técnico em meio ambiente e sócio da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas, José Ponciano Neto, já havia levantado algumas hipóteses que possivelmente explicaria tais fenômenos. Recentemente ele voltou a fazer indagações sobre a matéria publicada no Jornal Hoje em Dia, por Girleno Alencar (montesclaros.com, mens. 72526), onde este dizia que “os tremores de terra em Montes Claros, no Norte de Minas, são consequência de uma falha geológica cuja dimensão ainda não foi identificada” e que “as rachaduras criadas a milhões de anos estão reativando por causa da pressão que sofrem. Na verdade, está ocorrendo uma resposta da natureza aos impactos a que foi submetida”. As indagações feitas pelo técnico José Ponciano (mens. 72527) foram: “Que pressão é esta? São as hidrodinâmicas devido a super exploração das águas subterrâneas? Ou estão relacionadas da sobrepressão das detonações que afetam no deslocamento da rocha através das vibrações oriundas das ondas sísmicas?”

Estariam ou não relacionados os recentes abalos sísmicos à uma super exploração dos recursos hídricos e/ou a uma sobrepressão das detonações causadas pela indústria cimenteira e das mineradoras? Aliás esta é também a opinião de outro colunista do montesclaros.com, Alberto Sena, que acredita que “as causas dos insistentes tremores de terra em Montes Claros estão intimamente ligadas às explosões de dinamite por parte da indústria cimenteira e das mineradoras”.

Que o Brasil (ou o norte de minas) possa registrar, vez ou outra, alguns abalos sísmicos naturais de maior magnitude que possam ser sentidos pela população, disso não descartamos como algo provável, ainda que de rara ocorrência. Mas também pode ser que os últimos abalos sofridos em Montes Claros possam não ter ocorridos por fenômenos naturais, mas sim provocados pela intervenção humana. E isso parece ser verdadeiro, pois ao usarmos este site (montesclaros.com) como “parâmetro para medir as ocorrências dos tremores em nossa cidade”, notamos que existe uma diminuição das manifestações publicadas, toda vez que alguma indústria cimenteira e/ou mineradora, relata que tal evento (detonação) irá ocorrer, como mostrado na mensagem 72561.

Mas percebemos que os alertas das mineradoras (ou da industria cimenteira) sobre as detonações, apenas fazem com que reduza os clamores públicos (que deverão exigir maiores informações de nossos órgãos competentes), postergando assim o problema para o futuro e do qual não poderemos saber quais serão as consequências. Calar ou se conformar, acredito, não é a melhor solução para enfrentarmos o problema que se nos apresenta no atual momento.

Será que existe em Montes Claros algum órgão “competente” que mantenha atualizada uma agenda com as próximas detonações que irão ocorrer em nossa cidade e região? Quem fiscaliza tais empresas e onde poderemos encontrar informações relevantes sobre as mesmas? Porque as mineradoras não se identificam? Porque raramente divulgam as detonações e quando fazem isso só se dá apenas alguns minutos antes delas ocorrerem? Estariam todas as mineradoras/cimenteiras agindo em conformidade com a lei? Haveria detonações e/ou mineradoras/cimenteiras agindo de forma ilegal?

Acredito que as manifestações públicas deveriam continuar ocorrendo, para que possam ser registrados aqui, neste jornal eletrônico, as devidas localizações destes abalos “naturais ou provocados” e ver se coincidem com os tremores que possam ser captados pelos sismógrafos. Restando-nos agora esperar para que a aquisição dos equipamentos da estação sismográfica seja concluída e que, sejam treinados a equipe técnica que irá monitorar e analisar os dados coletados, para podermos ter uma melhor explicação para os constantes tremores de terra que vem assustando nossa população. Se por um lado temos uma população “tremendo” de medo, por outro lado poderemos descobrir que existem empresários “tremendo” também para que a verdade sobre a causa dos tremores não venham à tona, como bem questionou Alberto Sena.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Eu estou com sede


Essas foram as simples palavras que provavelmente fez com Madre Teresa de Calcutá, pudesse realizar o grande e maravilhoso trabalho que fez em prol dos famintos, dos sedentos, dos pobres, dos necessitados. Talvez essas palavras a fizesse remeter ao tempo em que Cristo, momentos antes  da crucifixão, sentiu sede e clamou por água.
A partir desse dia tudo muda na vida dessa missionária que deixou a clausura do convento para viver nas ruas de Calcutá, sendo pobre no meio dos pobres. Pois ela sabia que somente assim poderia cumprir a sua missão para o qual aqui veio realizar.
Esta semana tivemos, mais uma vez, um pedido de socorro. O senhor Antônio Sena Souza, mensagem 70420,  veio recorrer a este jornal, o mais democrático que o Norte de Minas possui, para dizer as mesmas palavras: “Eu estou com sede.”
Sei que a grande maioria não dará a mínima importância para este suplício. Mas quem sabe, não toque ao menos no coração de uma pessoa? Eu acredito que palavras tem força! Que elas podem causar uma transformação interna, quando sabemos escutar. Que pode despertar uma força gigante que existe dentro de nós e que em muitas vezes não sabemos explicar de onde vem essa força.
Que os nossos irmãos e conterrâneos de Espinosa, possam ter seus problemas de necessidades básicas resolvidos. E para aqueles que ainda não se sensibilizaram com a mensagem deixada pelo senhor Antônio, fica aqui o vídeo de Madre Teresa de Calcutá que poderá ser visto gratuitamente no Youtube.



domingo, 11 de dezembro de 2011

Sobre Plebiscito


Quando pensava em escrever um artigo sobre o plebiscito e da sua legalidade como representação direta do povo e que jamais caiu em desuso como alguns pensam ou querem acreditar, me deparei com o plebiscito que vem ocorrendo no Pará, justamente hoje, dia 11/12/2011. Talvez está na hora de alguns políticos reverem seus conceitos e conhecimentos. Porque qualquer medida que for tomada pelos representantes do povo, mas que sejam contrarias à vontade desse povo, ele pode ainda exercer um outro direito que lhes assiste a Constituição Federal, que é o direito de convocar um Referendum.

Portanto o Brasil como República e também como uma democracia, está amparado por leis que são justas e valorosas à todos os seus cidadãos. E com Montes Claros não poderia ser diferente. Resta-nos agora que nossos representantes aprendam a fazer o dever de casa.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Golpe da Jaqueta de Couro de marcas famosas, está sendo aplicado em várias cidades do Brasil


A BBC tem um excelente programa chamado The Real Hustle, onde geralmente eles revelam os mais comuns tipos de golpes e como agem os mais variados tipos de ladrões ou enganadores. Então aproveitando a oportunidade, fiz uma breve tradução de um dos vídeos, com o intuito de ajudar, para que pessoas não caiam nesse golpe da jaqueta de couro de grandes marcas. Esses golpes são antigos e há mais de 30 anos, milhares de pessoas (muitos turistas), vem sendo vítimas diariamente nas ruas da Europa. E agora parece que esses usurpadores do alheio resolveram mudar de localização.


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Resposta para Márcia Vieira, mensagem 69562 do jornal montesclaros.com



Minha cara Márcia Vieira, o que você chama de engraçado, tenho que dizer que para mim é trágico e lamentável! Plebiscito sim existe e é possível, ainda que te pareça raro e engraçado. Não me conhecendo, portanto você não pode afirmar ser conhecedora dos reais motivos que me fez vir a conhecer outros povos e outras culturas. Apenas para avivar sua memória, Montes Claros é marcada por gente que após afastar-se da cidade e não, nunca, abandoná-la, lutou pela cidade e honrou seu nome mais do que nunca. Darcy Ribeiro é apenas um exemplo.

Você pergunta: Porque não voltam a viver aqui então? E eu te respondo, não vejo a hora! Só não voltei ainda porque eu e minha esposa estamos concluindo alguns cursos. Você afirma que muitas das coisas não podemos perpetuar e que o lugar de guardar é a memória. Mas ai eu te pergunto: para que há bibliotecas? Museus? Para que se tomba um patrimônio histórico? 

Em seu texto, imbuído de preconceito, você quer me colocar na posição de entravador do progresso da cidade. Se tivesse tido ao menos o cuidado de ler outros textos que escrevi neste mural, deveria ter notado que minhas ideias são progressistas e não retrógradas. Sei que nem sempre elas coadunam com o pensamentos de todos, mas aqui é um espaço democrático, onde ideias estão para ser discutidas, você não acha? A sua comparação com a Praça de Esportes e a máquina de escrever foi outro exemplo inapropriado,  inoportuno. 

Seus conceitos de passado, história e memória, se mesclam e se confundem. Sendo assim, devemos então esquecer de nossas mães só porque tivemos nossos filhos? Estudar e preservar o passado, é compreender o presente e se preparar para o futuro. Ou como bem disse Mario Quintana: "O passado não reconhece seu lugar: está sempre presente." Volto a fazer uma pergunta de comparação: por acaso o filho deixa de ter mãe, só porque afastou-se da casa dos país?

E para finalizar, você diz: “Para que tanta discussão em torno de uma decisão que é viável, acertada...” Mas eu pergunto: Viável para quem? Acertada por quem? E você continuou: “... e bem-vinda por grande parte da população?” E eu pergunto, será? Então houve o plebiscito? Se houve, quero dizer aqui que minha família e amigos próximos, residentes em Montes Claros, ficaram de fora e não votaram! Ou será que por serem meus familiares e amigos também foram excomungados da SUA cidade?